Ticket médio é o valor médio de receita que cada atendimento (ou cada paciente) gera para a clínica: a receita do período dividida pelo número de atendimentos — ou de pacientes — do mesmo período. É o indicador que responde “quanto vale, em média, cada horário da agenda”, e a base para decisões de preço, pacotes, convênios e mix de procedimentos.
Ticket por atendimento ou por paciente?
Os dois têm uso: o ticket por atendimento mede o valor do horário da agenda (bom para comparar convênios e procedimentos); o ticket por paciente mede o valor da relação ao longo do tempo (bom para avaliar pacotes, planos de tratamento e retenção). Clínicas de terapias continuadas costumam ter ticket por atendimento menor e ticket por paciente muito maior — olhar só um dos dois distorce a decisão.
Como usar o indicador sem se enganar
Três cuidados: calcular sobre o que foi efetivamente recebido (não sobre o agendado — no-show e glosa derrubam a diferença); separar por convênio e por particular, porque a média geral esconde contratos deficitários; e acompanhar a tendência mensal, não o número isolado. Subir o ticket não é só reajustar preço: mix de procedimentos e pacotes bem desenhados costumam ter mais efeito.
Termos relacionados: taxa de ocupação, no-show e repasse. Os números saem prontos do financeiro da clínica.