Repasse é a parcela do valor de um atendimento que a clínica transfere ao profissional que o realizou — em percentual sobre o valor recebido ou em valor fixo por procedimento, conforme o acordo entre as partes. O cálculo correto precisa considerar descontos, convênio e o que de fato foi recebido; por isso o repasse feito de cabeça ou em planilha é uma das maiores fontes de atrito entre clínicas e profissionais.
Os modelos mais comuns
Percentual sobre o recebido é o mais usado — e exige definir a base: antes ou depois de descontos? sobre o valor do convênio ou da tabela? Valor fixo por procedimento simplifica a conta, mas precisa de revisão periódica. Há ainda arranjos híbridos: percentuais diferentes por procedimento, por convênio ou por faixa de produção. Qualquer modelo funciona — desde que esteja escrito, combinado e aplicado igual para todos os casos do mesmo tipo.
Onde o repasse dá errado
Os pontos clássicos: calcular sobre o agendado em vez do recebido (aí no-show e glosa viram prejuízo duplo); esquecer exceções combinadas para procedimentos específicos; e fechar o mês sem memória de cálculo — quando o profissional questiona, ninguém reconstrói a conta. A solução é estrutural: regra de repasse registrada por procedimento e por profissional, cálculo automático sobre o efetivamente pago e extrato transparente para os dois lados.
Termos relacionados: ticket médio, CBHPM e NFS-e. O cálculo automático vive no financeiro da clínica.