Glosa é a recusa, total ou parcial, do pagamento de um procedimento pela operadora de plano de saúde ou pelo convênio. Ela acontece quando a cobrança apresentada pelo prestador diverge do que a operadora considera contratado, autorizado ou corretamente preenchido — de um código incorreto a uma autorização vencida. Na prática, é atendimento realizado que corre o risco de não virar receita.
Por que as glosas acontecem?
A maioria das glosas é administrativa, não clínica: código TUSS errado ou desatualizado, guia preenchida com dados divergentes do cadastro, autorização ausente ou vencida, cobrança fora do prazo, procedimento não coberto pelo contrato. Uma parte menor é técnica — quando a operadora questiona a indicação do procedimento em si. As duas admitem recurso de glosa, com prazos definidos pela operadora.
Como reduzir glosas na clínica?
O caminho é processo, não sorte: cadastro do paciente completo e igual ao da carteirinha; tabela de procedimentos e códigos mantida atualizada por convênio; autorização confirmada antes do atendimento; e conferência do que foi pago contra o que foi cobrado — sem essa conciliação, a glosa passa despercebida e vira perda silenciosa. Registrar o motivo de cada glosa revela o padrão a corrigir.
Termos relacionados: TISS, TUSS, guia SP/SADT e coparticipação. Na gestão da clínica, o controle do que cada convênio pagou vive no financeiro.