O preço da clínica popular se constrói de baixo para cima: custo fixo mensal dividido pela capacidade real de atendimentos (não a teórica), mais o custo variável por consulta — com o repasse do profissional como maior componente —, mais a margem que sustenta o negócio. O erro clássico é o atalho de mercado: copiar o preço do concorrente ou “cobrar metade do particular” sem saber o próprio custo — que é como o modelo quebra faturando bem.
A conta, passo a passo
- Capacidade real: salas × horas × giro por hora, descontando ociosidade e no-show históricos — a capacidade do papel nunca acontece.
- Custo fixo por atendimento: aluguel, equipe de recepção, energia, sistema, marketing ÷ atendimentos realizáveis do mês.
- Custo variável: o repasse do profissional (por produção, o modelo padrão do setor), materiais e taxas de cartão.
- Margem alvo: o que sobra por consulta × volume precisa pagar o investimento e o risco — margem fina exige volume garantido; sem ele, é prejuízo programado.
Preço único ou por especialidade?
Por especialidade, com comunicação simples. As especialidades têm custos diferentes (repasse, duração, equipamento) — o preço único esconde consultas deficitárias no meio das rentáveis, e a clínica descobre tarde qual agenda dá prejuízo. O painel mínimo: ticket e margem POR especialidade, revisados mensalmente. Exames e procedimentos seguem a mesma lógica, com o cuidado extra do custo de equipamento rateado.
O que não subestimar
Três rubricas que derrubam a conta feita no otimismo: o no-show (horário vazio a preço popular não se recupera no dia — e entra na capacidade real), a taxa de cartão (relevante quando a margem unitária é pequena e quase tudo passa na máquina) e a inadimplência zero ilusória — o modelo é pagamento no ato, mas remarcações e cortesias mal controladas viram desconto invisível. Todos os três só aparecem para quem registra cada atendimento e cada recebimento no sistema, não no caderno do caixa.
Como o Clinovar resolve
No financeiro do Clinovar, cada atendimento tem preço, custo de repasse e recebimento registrados — o ticket e a margem por especialidade saem prontos, o no-show aparece medido e o fechamento diário confere em minutos. A base numérica da clínica popular, dentro do sistema completo.
