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Precificação de clínica popular: volume, margem e o que não subestimar

Guia de precificação para clínica popular no Clinovar, com custo médio, margem, ticket, ponto de equilíbrio e exemplo de preço sugerido por serviço.

O preço da clínica popular se constrói de baixo para cima: custo fixo mensal dividido pela capacidade real de atendimentos (não a teórica), mais o custo variável por consulta — com o repasse do profissional como maior componente —, mais a margem que sustenta o negócio. O erro clássico é o atalho de mercado: copiar o preço do concorrente ou “cobrar metade do particular” sem saber o próprio custo — que é como o modelo quebra faturando bem.

A conta, passo a passo

  1. Capacidade real: salas × horas × giro por hora, descontando ociosidade e no-show históricos — a capacidade do papel nunca acontece.
  2. Custo fixo por atendimento: aluguel, equipe de recepção, energia, sistema, marketing ÷ atendimentos realizáveis do mês.
  3. Custo variável: o repasse do profissional (por produção, o modelo padrão do setor), materiais e taxas de cartão.
  4. Margem alvo: o que sobra por consulta × volume precisa pagar o investimento e o risco — margem fina exige volume garantido; sem ele, é prejuízo programado.

Preço único ou por especialidade?

Por especialidade, com comunicação simples. As especialidades têm custos diferentes (repasse, duração, equipamento) — o preço único esconde consultas deficitárias no meio das rentáveis, e a clínica descobre tarde qual agenda dá prejuízo. O painel mínimo: ticket e margem POR especialidade, revisados mensalmente. Exames e procedimentos seguem a mesma lógica, com o cuidado extra do custo de equipamento rateado.

O que não subestimar

Três rubricas que derrubam a conta feita no otimismo: o no-show (horário vazio a preço popular não se recupera no dia — e entra na capacidade real), a taxa de cartão (relevante quando a margem unitária é pequena e quase tudo passa na máquina) e a inadimplência zero ilusória — o modelo é pagamento no ato, mas remarcações e cortesias mal controladas viram desconto invisível. Todos os três só aparecem para quem registra cada atendimento e cada recebimento no sistema, não no caderno do caixa.

Como o Clinovar resolve

No financeiro do Clinovar, cada atendimento tem preço, custo de repasse e recebimento registrados — o ticket e a margem por especialidade saem prontos, o no-show aparece medido e o fechamento diário confere em minutos. A base numérica da clínica popular, dentro do sistema completo.


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