O preço de um procedimento de harmonização facial se constrói de dentro para fora: custo do insumo por aplicação (o componente dominante — produto injetável é caro e varia por marca), custo da hora clínica (profissional, sala, materiais), fatia dos custos fixos, e a margem — que remunera também a qualificação e a responsabilidade do injetor. Precificar olhando só o concorrente é assumir os custos dele com a estrutura sua; a conta própria vem primeiro, o mercado calibra depois.
Como montar a conta do procedimento?
- Insumo por aplicação: o produto (por unidade de uso real, considerando rendimento por frasco/seringa), agulhas/cânulas, anestésico, descartáveis — a nota de compra dividida pelo uso, não a estimativa.
- Hora clínica: o tempo total do procedimento (preparo + execução + pós imediato) valorado pela hora do profissional — ou o repasse combinado.
- Custo fixo rateado: aluguel, equipe, energia, seguro — divididos pelas horas produtivas do mês.
- Margem e risco: o que sobra precisa remunerar a formação continuada e a responsabilidade do ato — margem apertada em procedimento invasivo é sinal de preço errado, não de eficiência.
Cobrar por região, por seringa ou por planejamento?
Os três modelos existem e têm lógicas distintas: por região simplifica a comunicação mas esconde consumos muito diferentes; por unidade de produto é transparente no custo mas transforma a conversa em compra de mercadoria; por planejamento (o resultado combinado, com etapas) valoriza o trabalho clínico e favorece o acompanhamento — e exige documentação impecável do que foi aplicado em cada etapa. Qualquer que seja o modelo, a regra é uma: o paciente sai da avaliação sabendo exatamente o que está incluído, inclusive a política de retoque.
O retoque entra no preço?
Decida antes e escreva: retoque incluído dentro de uma janela (prática comum que fideliza, e que precisa estar no custo do procedimento) ou cobrado à parte com valor conhecido. O pior cenário é o indefinido — vira negociação constrangida com o resultado na mesa. A política de retoque documentada no termo e no registro clínico transforma a exceção em processo.
Como o Clinovar resolve
No Clinovar, cada procedimento tem preço e custo registrados, o financeiro mostra o ticket e a margem real por tipo de procedimento, e o registro clínico documenta produto e quantidade de cada aplicação — a base numérica da clínica de harmonização facial, dentro do sistema completo.
